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O investimento da nova geração
Enquanto US$84tri passam para os millenials e gen z, surge o questionamento: como eles investem?
84 trilhões de dólares. Esse é o valor esperado que os baby boomers passem para seus herdeiros até 2045. Com uma geração tão diferente da anterior assumindo as rédeas de um grande volume de dinheiro, podemos esperar mudanças nos tipos de investimento de maior sucesso. Para entender as novas tendências, o Bank of America divulgou uma pesquisa que busca responder à pergunta: como os mais jovens investem?

O estudo revelou que a nova geração de investidores – entre 21 a 43 anos – já não acredita que há forma de realmente enriquecer apenas com ações e títulos: 80% dos investidores jovens estão olhando para ativos alternativos como Private Equity, imobiliário, commodities e outros ativos tangíveis. O segredo parece ser a diversificação de portfólio, aliada a um fator de identificação. O dinheiro investido por essa geração reflete o que ela quer mudar no mundo. E quem ela quer enriquecer.

Isso de dar significado aos próprios investimentos também entra em pautas sociais: as novas gerações esperam estabelecer um próprio padrão e personalidade na filantropia, ainda que permaneçam dando suporte às causas de seus pais.
O estudo do BofA comprova algo que já vínhamos notando: os ativos alternativos estão se tornando protagonistas do mercado de capitais, nos Estados Unidos e no mundo. Com a riqueza passando para as gerações mais jovens, os impactos do novo perfil de investidor deverão moldar toda a nossa forma de investir.
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FÁCIL - O novo regime da CVM para empresas acessarem o mercado de capitais
No dia 16 de março entrou em vigor o FÁCIL — o novo regime da CVM que surge com o objetivo de ampliar o acesso de companhias de menor porte ao mercado de capitais por meio de regras simplificadas e proporcionais.
Mais do que uma lista de simplificações, o regime altera o custo — e, principalmente, o momento — de se tornar uma companhia aberta. E isso é relevante porque hoje existe um “clarão’’ entre o mercado privado e o mercado listado tradicional.
Então pode preparar o seu café da tarde, e se quiser entrar no clima comigo, dá um play na nostálgica música do Jota Quest, e vamos você, e eu, e todo mundo ♬ explorar junto o FÁCIL.
O contexto para o FÁCIL

O FÁCIL aparece como uma tentativa de solucionar um problema estrutural do mercado de capitais brasileiro — não do acesso, mas da sobrevivência das empresas no mercado público.
Um levantamento recente realizado pela Seneca Evercore ilustra o contexto:

São inúmeras variáveis que explicariam o desempenho das empresas listadas. Mas a sinalização prática ao mercado é de que o IPO acaba funcionando mais como um ponto de saída — ou de maximização — do que como uma etapa natural de desenvolvimento.
Isso ajuda a explicar por que tantas empresas performam bem na pré-listagem, mas têm dificuldade de sustentar essa trajetória depois de acessar o mercado público.
O FÁCIL parte de um outro ponto de partida, ocupando um espaço intermediário

De um lado, as ofertas públicas digitais de PMEs — como as realizadas pelo Kria e outras plataformas reguladas pela Resolução 88 — ampliaram de forma relevante o acesso ao capital em estágios iniciais. Isso foi bom para as empresas e também para os investidores, que passaram a poder participar de um mercado que antes era restrito a muito poucos.
De outro, o ambiente de companhias abertas ainda exige um nível de maturidade (e de atendimento a obrigações legais) que poucas empresas conseguem sustentar de forma consistente.
O novo regime surge justamente para fechar esse gap. Para isso, introduz uma lógica de proporcionalidade regulatória, com dispensas aplicáveis a companhias com faturamento de até R$ 500 milhões.

O que podemos esperar?
Facilitar o acesso não resolve, por si só, o principal desafio observado nos últimos anos: a qualidade e a sustentabilidade das empresas após a listagem. Na prática, o sucesso do FÁCIL depende menos da regulação em si e mais de como o ecossistema vai utilizá-lo.
Será necessário, de um lado, investimento em educação dos investidores, que considere o momento e maturidade das empresas - e, do outro lado, que as empresas aderentes ao FÁCIL entendam o mercado público como uma estratégia societária e de longo prazo, e não apenas como um evento de captação.
Olhar para o passado mostra que o caminho a ser construído é, sim, possível. Se essa transição for bem construída, o impacto não é apenas no número de empresas listadas, mas na qualidade média dessas empresas ao longo do tempo.
Se o experimento funcionar, a tendência é que o mercado deixe de ser binário — privado ou listado — e passe a funcionar de forma mais contínua. E é justamente nesse contínuo que plataformas como o Kria se inserem.

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O primeiro bilhão das Plataformas
Quem acompanha o Kria já faz um tempo sabe que estamos há anos (mais precisamente, há 11 anos) empreendendo pela democratização do acesso ao capital, dos dois lados - dos investidores e dos empreendedores.
Falamos por aqui sobre o tal novo mercado de capitais sempre com uma visão de futuro. Mas e quando o futuro chega? Não se preocupe, não estou aqui para filosofar sobre o tempo, mas para compartilhar que o mercado de capitais está em uma acelerada evolução desde 2024.
Então, prepare o cafezinho e acompanhe a Newsletter de hoje, que traz um panorama sobre essa nova fase do mercado de capitais no Brasil.
O primeiro bilhão das Plataformas

Até 2023, as Plataformas de Investimento Coletivo transacionavam, na sua totalidade, menos de R$300 milhões por ano, uma participação de 0,05% no volume total das operações no mercado de capitais, de acordo com o Boletim Econômico da CVM. Mas em 2024, esse número saltou para R$1.3 bilhões em emissões via Plataformas. E para 2025? Até o final do 1o semestre, já foram R$2.2 bilhões - e a participação no volume das operações, subiu para 0,5%.

O motor dessa virada? A Renda Fixa Digital.
Em 2023, a CVM publicou orientações para tokenizadoras e securitizadoras, estendendo a aplicação da Resolução 88, antes restrita ao crowdfunding, para esse novo universo de ativos.
Com isso, a Resolução 88 se consolidou como o principal arcabouço regulatório do novo mercado de capitais. Distribuições de ativos securitizados, como CRIs, CRAs e outros certificados de recebíveis, passaram a ser mais simples e economicamente viáveis mesmo em operações menores.
Além da simplificação, essa mudança destravou um mercado com potencial multibilionário.
Estima-se que a necessidade anual de crédito das PMEs supere R$700 bilhões. O gap de financiamento ainda pode ser muito maior se considerarmos o estoque de crédito privado. Hoje menos de 0.5% desse crédito está disponível através das Plataformas de Investimento Coletivo - mas a tendência, como já vimos, é de aumento exponencial.
O que vem pela frente

Para que esse mercado se consolide como o principal canal de acesso a esses ativos, algumas adaptações regulatórias ainda são necessárias — e a CVM já está se movimentando.
Nas próximas semanas, a autarquia deve colocar em consulta pública novas regras para a Resolução 88. As mudanças devem ser significativas: aumento de limites, entrada de novos participantes... Há até a possibilidade de a Resolução 88 ser substituída por uma nova norma.
Aqui no Kria, acompanhamos de perto — e com entusiasmo — os avanços regulatórios e de mercado. Recentemente, lançamos em nossa Plataforma novas operações de Renda Fixa Digital, com rendimentos acima de 20% a.a. e prazos entre 12 e 18 meses.
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