0
Mercado de Capitais movimentou R$980bi em 2025, destaque é das Plataformas!
A CVM publicou recentemente seu Boletim Econômico com o fechamento do mercado em 2025, e nós preparamos um resumo com os principais destaques.
Ao longo dos últimos anos, temos acompanhado juntos o nascimento — e agora a consolidação — de um novo mercado de capitais no Brasil. E quando falamos em consolidação, 2025 trouxe números e tendências que ajudam a contar essa história.
A CVM publicou recentemente seu Boletim Econômico com o fechamento do mercado em 2025, e nós preparamos um resumo com os principais destaques.
R$ 980,9 bilhões em valores mobiliários emitidos em 2025

O volume total ficou 2,3% abaixo de 2024, quando o valor superou R$ 1 trilhão e atingiu pico histórico. 2025 leva, portanto, a medalha de prata 🥈 — mas o dado mais interessante não é o tamanho do mercado, e sim a sua transformação.
O crescimento segue sendo puxado por estruturas ligadas à economia real e por instrumentos de crédito privado, refletindo uma demanda crescente por diversificação e previsibilidade.
Fundos imobiliários, certificados de recebíveis e operações estruturadas ganharam ainda mais protagonismo, evidenciando uma mudança estrutural na forma como empresas acessam capital fora do sistema bancário tradicional.

As Plataformas R88 estão com tudo

Nós já celebramos com vocês o crescimento das ofertas realizadas sob a Resolução 88 (relembre a News do primeiro bilhão das Plataformas). Agora temos os dados consolidados de 2025:
As Plataformas R88 realizaram 861 ofertas, em um volume total de emissão de R$ 3,9 bilhões — mais que 3x o volume em relação a 2024, mantendo uma trajetória de crescimento bastante consistente.

Quando analisamos os tipos de ativos, o destaque absoluto vai para a dívida, que representou 97,45% das emissões dentro da R88, versus 2,55% em equity, seguindo uma tendência que se iniciou em 2023:

Observamos inclusive uma redução do volume de equity entre 2024 e 2025 — de aproximadamente R$ 142 milhões para R$ 90 milhões. Para 2026, com a sinalização de redução das taxas de juros, esperamos ver uma retomada gradual do crescimento das operações em equity, acompanhando ciclos historicamente favoráveis a ativos de maior risco e potencial de retorno.
Olhando para 2026

Entramos em 2026 com um mercado mais amplo, mais sofisticado e com importantes evoluções regulatórias no horizonte. A tendência é de continuidade do crescimento das plataformas digitais, ampliação das alternativas de financiamento para empresas e expansão do acesso dos investidores a ativos alternativos.
As atualizações da Resolução 88 — que regula o mercado de Plataformas R88 — seguem como prioridade na agenda regulatória da CVM. No dia 23 de janeiro foi encerrada a fase de manifestações da consulta pública sobre as mudanças propostas, que recebeu mais de 50 contribuições do mercado.
O Kria participou ativamente da manifestação conduzida pela CrowdInvest, defendendo avanços importantes para ampliar liquidez, distribuição e eficiência operacional do setor. Você pode conhecer as propostas que defendemos clicando aqui.
Construindo esse mercado, juntos
Ver o crescimento consistente das Plataformas R88, o reconhecimento do segmento dentro dos relatórios oficiais da CVM e o aumento do interesse dos investidores por ativos alternativos reforça que estamos apenas no começo dessa transformação.
Seguimos trabalhando para trazer oportunidades cada vez mais qualificadas, ampliar o acesso ao mercado de capitais e fortalecer essa comunidade que cresce junto com o setor.
Veja também

0
O mercado de capitais superou os bancos
Big Numbers

Segundo dados do Banco Central e da Anbima, reunidos em estudo da Rio Bravo Investimentos, o estoque de crédito via debêntures, CRIs, CRAs, notas comerciais e FIDCs atingiu R$ 2,7 trilhões em 2025 — o equivalente a 23% do PIB. No mesmo período, os bancos responderam por R$ 2,6 trilhões, cerca de 22% do PIB.
A diferença é pequena em valor, mas relevante em significado.
Há apenas dez anos, o mercado de capitais representava aproximadamente metade do volume de crédito bancário destinado às empresas. O que vemos agora é o resultado de um processo que vem sendo construído ao longo de mais de uma década.
Como chegamos até aqui

Esse movimento não aconteceu de forma repentina. Ele é resultado de uma sequência de mudanças que, somadas, alteraram o papel do mercado de capitais no financiamento das empresas.

Um número ajuda a dimensionar essa evolução:
O estoque de FIDCs saiu de R$ 78 bilhões em 2013 para R$ 734 bilhões em 2025.
Esse crescimento não é apenas quantitativo — ele mostra como o crédito passou a ser estruturado de forma mais distribuída e flexível.
O papel dos diferentes instrumentos

A virada não foi causada por um único produto, mas por uma combinação de instrumentos que ganharam maturidade ao mesmo tempo:
✔️ As debêntures incentivadas tiveram papel importante ao financiar projetos de infraestrutura com benefícios fiscais para investidores.
✔️ Os CRIs e CRAs ampliaram o acesso a crédito para setores estratégicos, especialmente imobiliário e agronegócio.
✔️ Já os FIDCs trouxeram flexibilidade operacional, permitindo transformar recebíveis em instrumentos financeiros negociáveis — algo que ajudou muitas empresas a antecipar fluxo de caixa e organizar capital de giro.
Essa diversidade foi essencial para que o mercado deixasse de ser complementar e passasse a ocupar um papel central.
Um sinal importante vindo da regulação

Se o crescimento do crédito via mercado de capitais marcou a última década, a evolução da supervisão deve marcar a próxima.
Nesta semana, o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários anunciaram um acordo para ampliar o compartilhamento de informações sobre operações de crédito.
Na prática, o objetivo é padronizar e ampliar o fluxo de dados entre as duas autarquias, incluindo informações de entidades reguladas pela CVM, como securitizadoras e fundos estruturados.
Esse movimento melhora a capacidade de monitoramento do mercado e fortalece a avaliação de riscos sistêmicos — algo que se torna cada vez mais necessário em um ambiente onde o crédito estruturado cresce de forma acelerada.
Também é um sinal de coordenação regulatória em um mercado que se tornou mais complexo, com instrumentos que transitam entre o universo bancário e o mercado de capitais.
Em mercados que ganham escala, é natural que a supervisão acompanhe esse crescimento.
O próximo passo dessa transformação
Se existe um ponto que ainda limita o potencial desse mercado, ele está no acesso. Grande parte das estruturas de crédito ainda permanece concentrada em investidores institucionais ou grandes patrimônios.
Mas isso também começa a mudar.
O desenvolvimento de plataformas digitais e a evolução regulatória criaram caminhos para que investidores individuais passem a participar desse mercado de forma mais estruturada.
Na nossa visão, esse talvez seja o próximo ciclo de crescimento.
Não apenas mais crédito.
Mas mais pessoas participando dele.
Se você quer saber mais sobre como o Kria pode te ajudar a acessar o mercado de capitais e trazer novas formas de financiamento para o seu negócio, preencha o formulário e aguarde um contato do nosso time.
Acesse o Mercado de Capitais com o Kria ➔

0
Dinheiro🤝paixão nacional: Futebol no mercado de capitais
A entrada das SAFs no mercado de capitais
Desde 2021, o Brasil viu surgir um movimento consistente de transformação estrutural nos clubes. Levantamento recente do IBESAF aponta que o país já soma 127 SAFs constituídas, espalhadas por todas as regiões e presentes em diferentes divisões do futebol nacional.

Com as S.A.Fs, os clubes passam a ser administrados com a mesma lógica dos grandes negócios (o que, na prática, eles já são há muitos anos).
Entre os principais pilares do modelo estão:
⚽ Separação patrimonial entre clube associativo e empresa futebolística;
⚽ Estrutura societária com acionistas, conselho e governança formal;
⚽ Possibilidade de captação de investimentos nacionais e internacionais;
⚽ Regras para equacionamento de passivos históricos.
Quando estruturado como empresa, o clube passa a ser analisado como um ativo econômico — com receitas, despesas, crescimento e valor de marca. Não por acaso, grupos internacionais, holdings multiclubes e investidores institucionais já vêm ampliando presença no futebol brasileiro e conquistando espaço entre clubes emblemáticos, como Botafogo, Bahia e Cruzeiro.
O interesse não é mero acaso. O futebol nacional movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano. Ainda assim, historicamente operou com baixa eficiência financeira, alto endividamento e pouco acesso a capital estruturado, o que restringia o investimento nesta modalidade a milionários e grandes
As SAFs mudaram o jogo - literalmente!

O valor de mercado dos 30 clubes mais valiosos do país chegou a R$ 47,4 bilhões em 2025, segundo estudo da Sports Value. O Atlético-MG SAF, avaliado em US$ 605 milhões, ocupa o quarto lugar no ranking de times mais valiosos - atrás apenas do Flamengo, Palmeiras e Corinthians.

Ainda segundo o levantamento, os clubes com maior valorização foram aqueles estruturados como S.A.F.s.

Campeão em valorização, o Botafogo SAF é um caso interessante para analisarmos: apesar da queda em desempenho dentro do campo em 2025 vs. o destaque de 2024, o negócio (posso chamar clube de negócio?) teve seu segundo melhor ano em receitas de marketing, e a segunda maior base de sócios-torcedores no Rio de Janeiro - 59 mil alvinegros.
Aqui no Kria, seguimos acompanhando de perto a evolução desse mercado e estruturando formas de ampliar o acesso dos investidores a ativos que antes estavam fora de alcance.
É com essa lógica que, em breve, devemos apresentar para nossa comunidade a primeira oportunidade de investimento coletivo em uma SAF no Brasil. Se você quer estar entre os primeiros a conhecer os detalhes desta operação, se inscreva no link abaixo e receba todos os detalhes assim que a oferta estiver disponível.

0
Mercado de Capitais movimentou R$980bi em 2025, destaque é das Plataformas!
Ao longo dos últimos anos, temos acompanhado juntos o nascimento — e agora a consolidação — de um novo mercado de capitais no Brasil. E quando falamos em consolidação, 2025 trouxe números e tendências que ajudam a contar essa história.
A CVM publicou recentemente seu Boletim Econômico com o fechamento do mercado em 2025, e nós preparamos um resumo com os principais destaques.
R$ 980,9 bilhões em valores mobiliários emitidos em 2025

O volume total ficou 2,3% abaixo de 2024, quando o valor superou R$ 1 trilhão e atingiu pico histórico. 2025 leva, portanto, a medalha de prata 🥈 — mas o dado mais interessante não é o tamanho do mercado, e sim a sua transformação.
O crescimento segue sendo puxado por estruturas ligadas à economia real e por instrumentos de crédito privado, refletindo uma demanda crescente por diversificação e previsibilidade.
Fundos imobiliários, certificados de recebíveis e operações estruturadas ganharam ainda mais protagonismo, evidenciando uma mudança estrutural na forma como empresas acessam capital fora do sistema bancário tradicional.

As Plataformas R88 estão com tudo

Nós já celebramos com vocês o crescimento das ofertas realizadas sob a Resolução 88 (relembre a News do primeiro bilhão das Plataformas). Agora temos os dados consolidados de 2025:
As Plataformas R88 realizaram 861 ofertas, em um volume total de emissão de R$ 3,9 bilhões — mais que 3x o volume em relação a 2024, mantendo uma trajetória de crescimento bastante consistente.

Quando analisamos os tipos de ativos, o destaque absoluto vai para a dívida, que representou 97,45% das emissões dentro da R88, versus 2,55% em equity, seguindo uma tendência que se iniciou em 2023:

Observamos inclusive uma redução do volume de equity entre 2024 e 2025 — de aproximadamente R$ 142 milhões para R$ 90 milhões. Para 2026, com a sinalização de redução das taxas de juros, esperamos ver uma retomada gradual do crescimento das operações em equity, acompanhando ciclos historicamente favoráveis a ativos de maior risco e potencial de retorno.
Olhando para 2026

Entramos em 2026 com um mercado mais amplo, mais sofisticado e com importantes evoluções regulatórias no horizonte. A tendência é de continuidade do crescimento das plataformas digitais, ampliação das alternativas de financiamento para empresas e expansão do acesso dos investidores a ativos alternativos.
As atualizações da Resolução 88 — que regula o mercado de Plataformas R88 — seguem como prioridade na agenda regulatória da CVM. No dia 23 de janeiro foi encerrada a fase de manifestações da consulta pública sobre as mudanças propostas, que recebeu mais de 50 contribuições do mercado.
O Kria participou ativamente da manifestação conduzida pela CrowdInvest, defendendo avanços importantes para ampliar liquidez, distribuição e eficiência operacional do setor. Você pode conhecer as propostas que defendemos clicando aqui.
Construindo esse mercado, juntos
Ver o crescimento consistente das Plataformas R88, o reconhecimento do segmento dentro dos relatórios oficiais da CVM e o aumento do interesse dos investidores por ativos alternativos reforça que estamos apenas no começo dessa transformação.
Seguimos trabalhando para trazer oportunidades cada vez mais qualificadas, ampliar o acesso ao mercado de capitais e fortalecer essa comunidade que cresce junto com o setor.


