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O mercado de capitais superou os bancos

Pela primeira vez na história, o mercado de capitais superou os bancos como fonte de crédito para empresas no Brasil. E para quem acompanha a evolução desse mercado desde o início, como nós, esse dado tem um gosto especial.

O mercado de capitais superou os bancos

Big Numbers

Segundo dados do Banco Central e da Anbima, reunidos em estudo da Rio Bravo Investimentos, o estoque de crédito via debêntures, CRIs, CRAs, notas comerciais e FIDCs atingiu R$ 2,7 trilhões em 2025 — o equivalente a 23% do PIB. No mesmo período, os bancos responderam por R$ 2,6 trilhões, cerca de 22% do PIB.

A diferença é pequena em valor, mas relevante em significado.

Há apenas dez anos, o mercado de capitais representava aproximadamente metade do volume de crédito bancário destinado às empresas. O que vemos agora é o resultado de um processo que vem sendo construído ao longo de mais de uma década.

Como chegamos até aqui

Esse movimento não aconteceu de forma repentina. Ele é resultado de uma sequência de mudanças que, somadas, alteraram o papel do mercado de capitais no financiamento das empresas.


Um número ajuda a dimensionar essa evolução:

O estoque de FIDCs saiu de R$ 78 bilhões em 2013 para R$ 734 bilhões em 2025.

Esse crescimento não é apenas quantitativo — ele mostra como o crédito passou a ser estruturado de forma mais distribuída e flexível.

O papel dos diferentes instrumentos

A virada não foi causada por um único produto, mas por uma combinação de instrumentos que ganharam maturidade ao mesmo tempo:

✔️ As debêntures incentivadas tiveram papel importante ao financiar projetos de infraestrutura com benefícios fiscais para investidores.
✔️ Os CRIs e CRAs ampliaram o acesso a crédito para setores estratégicos, especialmente imobiliário e agronegócio.
✔️ Já os FIDCs trouxeram flexibilidade operacional, permitindo transformar recebíveis em instrumentos financeiros negociáveis — algo que ajudou muitas empresas a antecipar fluxo de caixa e organizar capital de giro.

Essa diversidade foi essencial para que o mercado deixasse de ser complementar e passasse a ocupar um papel central.

Um sinal importante vindo da regulação

Se o crescimento do crédito via mercado de capitais marcou a última década, a evolução da supervisão deve marcar a próxima.

Nesta semana, o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários anunciaram um acordo para ampliar o compartilhamento de informações sobre operações de crédito.

Na prática, o objetivo é padronizar e ampliar o fluxo de dados entre as duas autarquias, incluindo informações de entidades reguladas pela CVM, como securitizadoras e fundos estruturados.

Esse movimento melhora a capacidade de monitoramento do mercado e fortalece a avaliação de riscos sistêmicos — algo que se torna cada vez mais necessário em um ambiente onde o crédito estruturado cresce de forma acelerada.

Também é um sinal de coordenação regulatória em um mercado que se tornou mais complexo, com instrumentos que transitam entre o universo bancário e o mercado de capitais.

Em mercados que ganham escala, é natural que a supervisão acompanhe esse crescimento.

O próximo passo dessa transformação

Se existe um ponto que ainda limita o potencial desse mercado, ele está no acesso. Grande parte das estruturas de crédito ainda permanece concentrada em investidores institucionais ou grandes patrimônios.

Mas isso também começa a mudar.

O desenvolvimento de plataformas digitais e a evolução regulatória criaram caminhos para que investidores individuais passem a participar desse mercado de forma mais estruturada.

Na nossa visão, esse talvez seja o próximo ciclo de crescimento.

Não apenas mais crédito.
Mas mais pessoas participando dele.

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April 16, 2026

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