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Dinheiro🤝paixão nacional: Futebol no mercado de capitais
O futebol nacional movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano. Ainda assim, historicamente operou com baixa eficiência financeira, alto endividamento e pouco acesso a capital estruturado, o que restringia o investimento nesta modalidade a milionários e grandes. As SAFs mudaram o jogo - literalmente!

A entrada das SAFs no mercado de capitais
Desde 2021, o Brasil viu surgir um movimento consistente de transformação estrutural nos clubes. Levantamento recente do IBESAF aponta que o país já soma 127 SAFs constituídas, espalhadas por todas as regiões e presentes em diferentes divisões do futebol nacional.

Com as S.A.Fs, os clubes passam a ser administrados com a mesma lógica dos grandes negócios (o que, na prática, eles já são há muitos anos).
Entre os principais pilares do modelo estão:
⚽ Separação patrimonial entre clube associativo e empresa futebolística;
⚽ Estrutura societária com acionistas, conselho e governança formal;
⚽ Possibilidade de captação de investimentos nacionais e internacionais;
⚽ Regras para equacionamento de passivos históricos.
Quando estruturado como empresa, o clube passa a ser analisado como um ativo econômico — com receitas, despesas, crescimento e valor de marca. Não por acaso, grupos internacionais, holdings multiclubes e investidores institucionais já vêm ampliando presença no futebol brasileiro e conquistando espaço entre clubes emblemáticos, como Botafogo, Bahia e Cruzeiro.
O interesse não é mero acaso. O futebol nacional movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano. Ainda assim, historicamente operou com baixa eficiência financeira, alto endividamento e pouco acesso a capital estruturado, o que restringia o investimento nesta modalidade a milionários e grandes
As SAFs mudaram o jogo - literalmente!

O valor de mercado dos 30 clubes mais valiosos do país chegou a R$ 47,4 bilhões em 2025, segundo estudo da Sports Value. O Atlético-MG SAF, avaliado em US$ 605 milhões, ocupa o quarto lugar no ranking de times mais valiosos - atrás apenas do Flamengo, Palmeiras e Corinthians.

Ainda segundo o levantamento, os clubes com maior valorização foram aqueles estruturados como S.A.F.s.

Campeão em valorização, o Botafogo SAF é um caso interessante para analisarmos: apesar da queda em desempenho dentro do campo em 2025 vs. o destaque de 2024, o negócio (posso chamar clube de negócio?) teve seu segundo melhor ano em receitas de marketing, e a segunda maior base de sócios-torcedores no Rio de Janeiro - 59 mil alvinegros.
Aqui no Kria, seguimos acompanhando de perto a evolução desse mercado e estruturando formas de ampliar o acesso dos investidores a ativos que antes estavam fora de alcance.
É com essa lógica que, em breve, devemos apresentar para nossa comunidade a primeira oportunidade de investimento coletivo em uma SAF no Brasil. Se você quer estar entre os primeiros a conhecer os detalhes desta operação, se inscreva no link abaixo e receba todos os detalhes assim que a oferta estiver disponível.
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Dinheiro🤝paixão nacional: Futebol no mercado de capitais
A entrada das SAFs no mercado de capitais
Desde 2021, o Brasil viu surgir um movimento consistente de transformação estrutural nos clubes. Levantamento recente do IBESAF aponta que o país já soma 127 SAFs constituídas, espalhadas por todas as regiões e presentes em diferentes divisões do futebol nacional.

Com as S.A.Fs, os clubes passam a ser administrados com a mesma lógica dos grandes negócios (o que, na prática, eles já são há muitos anos).
Entre os principais pilares do modelo estão:
⚽ Separação patrimonial entre clube associativo e empresa futebolística;
⚽ Estrutura societária com acionistas, conselho e governança formal;
⚽ Possibilidade de captação de investimentos nacionais e internacionais;
⚽ Regras para equacionamento de passivos históricos.
Quando estruturado como empresa, o clube passa a ser analisado como um ativo econômico — com receitas, despesas, crescimento e valor de marca. Não por acaso, grupos internacionais, holdings multiclubes e investidores institucionais já vêm ampliando presença no futebol brasileiro e conquistando espaço entre clubes emblemáticos, como Botafogo, Bahia e Cruzeiro.
O interesse não é mero acaso. O futebol nacional movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano. Ainda assim, historicamente operou com baixa eficiência financeira, alto endividamento e pouco acesso a capital estruturado, o que restringia o investimento nesta modalidade a milionários e grandes
As SAFs mudaram o jogo - literalmente!

O valor de mercado dos 30 clubes mais valiosos do país chegou a R$ 47,4 bilhões em 2025, segundo estudo da Sports Value. O Atlético-MG SAF, avaliado em US$ 605 milhões, ocupa o quarto lugar no ranking de times mais valiosos - atrás apenas do Flamengo, Palmeiras e Corinthians.

Ainda segundo o levantamento, os clubes com maior valorização foram aqueles estruturados como S.A.F.s.

Campeão em valorização, o Botafogo SAF é um caso interessante para analisarmos: apesar da queda em desempenho dentro do campo em 2025 vs. o destaque de 2024, o negócio (posso chamar clube de negócio?) teve seu segundo melhor ano em receitas de marketing, e a segunda maior base de sócios-torcedores no Rio de Janeiro - 59 mil alvinegros.
Aqui no Kria, seguimos acompanhando de perto a evolução desse mercado e estruturando formas de ampliar o acesso dos investidores a ativos que antes estavam fora de alcance.
É com essa lógica que, em breve, devemos apresentar para nossa comunidade a primeira oportunidade de investimento coletivo em uma SAF no Brasil. Se você quer estar entre os primeiros a conhecer os detalhes desta operação, se inscreva no link abaixo e receba todos os detalhes assim que a oferta estiver disponível.

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Mercado de Capitais movimentou R$980bi em 2025, destaque é das Plataformas!
Ao longo dos últimos anos, temos acompanhado juntos o nascimento — e agora a consolidação — de um novo mercado de capitais no Brasil. E quando falamos em consolidação, 2025 trouxe números e tendências que ajudam a contar essa história.
A CVM publicou recentemente seu Boletim Econômico com o fechamento do mercado em 2025, e nós preparamos um resumo com os principais destaques.
R$ 980,9 bilhões em valores mobiliários emitidos em 2025

O volume total ficou 2,3% abaixo de 2024, quando o valor superou R$ 1 trilhão e atingiu pico histórico. 2025 leva, portanto, a medalha de prata 🥈 — mas o dado mais interessante não é o tamanho do mercado, e sim a sua transformação.
O crescimento segue sendo puxado por estruturas ligadas à economia real e por instrumentos de crédito privado, refletindo uma demanda crescente por diversificação e previsibilidade.
Fundos imobiliários, certificados de recebíveis e operações estruturadas ganharam ainda mais protagonismo, evidenciando uma mudança estrutural na forma como empresas acessam capital fora do sistema bancário tradicional.

As Plataformas R88 estão com tudo

Nós já celebramos com vocês o crescimento das ofertas realizadas sob a Resolução 88 (relembre a News do primeiro bilhão das Plataformas). Agora temos os dados consolidados de 2025:
As Plataformas R88 realizaram 861 ofertas, em um volume total de emissão de R$ 3,9 bilhões — mais que 3x o volume em relação a 2024, mantendo uma trajetória de crescimento bastante consistente.

Quando analisamos os tipos de ativos, o destaque absoluto vai para a dívida, que representou 97,45% das emissões dentro da R88, versus 2,55% em equity, seguindo uma tendência que se iniciou em 2023:

Observamos inclusive uma redução do volume de equity entre 2024 e 2025 — de aproximadamente R$ 142 milhões para R$ 90 milhões. Para 2026, com a sinalização de redução das taxas de juros, esperamos ver uma retomada gradual do crescimento das operações em equity, acompanhando ciclos historicamente favoráveis a ativos de maior risco e potencial de retorno.
Olhando para 2026

Entramos em 2026 com um mercado mais amplo, mais sofisticado e com importantes evoluções regulatórias no horizonte. A tendência é de continuidade do crescimento das plataformas digitais, ampliação das alternativas de financiamento para empresas e expansão do acesso dos investidores a ativos alternativos.
As atualizações da Resolução 88 — que regula o mercado de Plataformas R88 — seguem como prioridade na agenda regulatória da CVM. No dia 23 de janeiro foi encerrada a fase de manifestações da consulta pública sobre as mudanças propostas, que recebeu mais de 50 contribuições do mercado.
O Kria participou ativamente da manifestação conduzida pela CrowdInvest, defendendo avanços importantes para ampliar liquidez, distribuição e eficiência operacional do setor. Você pode conhecer as propostas que defendemos clicando aqui.
Construindo esse mercado, juntos
Ver o crescimento consistente das Plataformas R88, o reconhecimento do segmento dentro dos relatórios oficiais da CVM e o aumento do interesse dos investidores por ativos alternativos reforça que estamos apenas no começo dessa transformação.
Seguimos trabalhando para trazer oportunidades cada vez mais qualificadas, ampliar o acesso ao mercado de capitais e fortalecer essa comunidade que cresce junto com o setor.

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Mudanças regulatórias à vista
Há uma semana compartilhamos que a CVM em breve colocaria para consulta pública novas regras e limites para uma evolução da Resolução 88 - que regula o mercado de crowdfunding e tokenização.
Voilá! Dito e feito, a autarquia publicou ontem, no dia 24/09, o Edital de Consulta, convidando os participantes do mercado a contribuírem com a nova norma - que por enquanto chamaremos de Resolução 88+.
Tem exclusão de limite de faturamento para as emissoras, entrada oficial de securitizadoras, avanços em liquidez, distribuição e +. E como prometido, nós traremos a análise aqui para vocês. Vamos lá?
Histórico Regulatório


O novo mercado de capitais nasceu em 2014 quando fundamos o Broota (que em 2018 virou Kria) e lançamos a primeira Oferta Pública para uma PME através de “uma plataforma na internet”. A própria linguagem de nossas primeiras ofertas entrega nossa idade de mercado, rs.
No aspecto regulatório, porém foi a Instrução CVM 588, publicada em 2017, que “fundou” o mercado de Plataformas de Investimento, trazendo clareza dos limites e maior segurança regulatória.
Pela CVM 588, empresas com faturamento de até R$10 milhões podiam captar R$5 milhões por ano pelas Plataformas. Os investidores tinham um limite de investimento de R$10 mil por ano, e as Plataformas assumiram um importante papel de intermediário.
Rapidamente os limites da 588 se mostraram pequenos diante dos avanços do mercado, e em 2022 a Instrução foi substituída pela Resolução 88: limite de faturamento das empresas subiu de R$10 milhões para R$40 milhões (ou R$80 milhões, em grupos econômicos), teto de captação cresceu para R$15 milhões por oferta, e a CVM abriu as portas da liquidez, permitindo às Plataformas estruturarem mercados secundários para negociação de ativos, exclusivos porém aos investidores ativos de cada plataforma.
As Orientações que enquadraram tokenização e securitização de ativos dentro da Resolução 88 (que exploramos em mais detalhes na última newsletter) deram um novo gás ao mercado, e trouxeram a urgência de uma nova atualização regulatória.
É aqui que estamos hoje.
A Resolução 88+

A CVM abriu audiência pública para sua proposta de uma nova Resolução, que substituirá a Resolução 88, ampliando ainda mais os limites do mercado. O texto introdutório é para nós, que acompanhamos cada pequena evolução desse mercado, motivo de grande nostalgia e emoção:
“Originalmente concebida para atender sociedades empresárias de pequeno porte, a norma (Resolução 88) busca ampliar as alternativas de financiamento para empresas em estágios iniciais ou em expansão, ao mesmo tempo em que fomenta a participação do investidor de varejo no mercado de capitais. Desde sua edição, tem se mostrado eficaz na criação de um ambiente regulatório proporcional aos riscos, contribuindo para a inovação, a diversificação de oportunidades de investimento e de financiamento, e o fortalecimento do ecossistema de crowdfunding de investimento.”
- Edital de Consulta Pública SDM 05/2025.
Por hoje, nós apenas compartilharemos, sem juízos de valores, o que a CVM propôs de mudanças normativas. Nas próximas semanas traremos nossa opinião sobre as mudanças propostas, e mudanças que não estão lá - mas que lutaremos para que estejam.
Principais novidades

Novas emissoras e limites
As emissoras eram qualificadas pela Resolução 88 como sociedades empresárias de pequeno porte, com limite de faturamento anual em R$40 milhões. Pela 88 plus, a CVM amplia a gama de emissoras:
- Retirando a limitação de faturamento das sociedades empresárias, o que abre o mercado para milhões de negócios, mais robustos e consolidados, com necessidade de acesso a capital.
- Introduzindo securitizadoras como emissoras, com regimes informacionais customizados a suas características
- Fortalecendo o agro, ao trazer como emissoras também as cooperativas agropecuárias e produtores rurais
Os limites de captação (R$15 milhões por sociedade) e possibilidade de distribuição parcial com meta mínima e lote adicional mudarão - de acordo com a emissora:

Maior potencial de distribuição
Historicamente, um dos principais desafios do mercado está na frente de distribuição, com regras que limitavam a capacidade das Plataformas de se integrarem ao mercado financeiro tradicional. Isso deve mudar - ainda bem!
A CVM propôs uma nova forma de distribuição em que as Plataformas poderão distribuir seus valores mobiliários diretamente na infraestrutura dos intermediários - como corretoras, bancos e casas de AAIs, garantindo que esse intermediário poderá cuidar da experiência de seus investidores dentro de casa.
Mais um passo pela liquidez
A autorização das Plataformas de mediarem operações secundárias entre investidores, trazendo mais liquidez para os valores mobiliários, tinha um desafio de volume: as negociações estavam restritas a investidores ativos na Plataforma (e entendia-se por ativos, investidores que realizaram aportes nos últimos 2 anos).
A nova proposta da CVM tira a limitação para investidores ativos, permitindo que qualquer um se cadastre na Plataforma de negociações. Um próximo e importante passo, ainda não contemplado na minuta da Resolução 88+, seria permitir que os ambientes das plataformas se integrem, com interoperabilidade para garantir um maior volume de operações.
Diversificação à la fundos
O arcabouço do crowdfunding foi pensado para que os investidores possam alocar o capital diretamente em cada oferta, sem gestão discricionária por terceiros. Para alguns investidores, porém, poder mandatar à um gestor ou fundo mais experiente o capital, para que ele aloque em múltiplos ativos, traria uma maior diversificação e proteção à carteira.
Entendendo esse benefício, a CVM propôs que gestores autorizados pela própria autarquia poderão captar recursos para suas teses de investimento, e alocá-los pelos próximos 18 meses em emissoras por eles selecionadas.
A audiência pública está aberta para manifestações até o dia 23/12/2025, e a expectativa é que a nova norma entre em vigor em 2026. O Kria participará ativamente da audiência pública, entusiasmados pela oportunidade de vermos nascer uma Resolução 88+++ que redesenhará o mercado de capitais.
Que entusiasmante :)


